PAPO ABERTO

A primeira mensagem do presidente da República em exercício

A primeira mensagem do presidente da República em exercício, Michel Temer, à Nação brasileira chamou a atenção por vários pontos, mas um foi realmente especial: o tão aguardado resgate da confiança. Confiança no Brasil e nas instituições.

Os que me acompanham sabem que tenho insistido que a retomada do crescimento econômico está estreitamente ligada à volta da credibilidade, dizimada durante a forte crise política que tomou conta do País nos últimos anos, responsável pela retração do Produto Interno Bruto (PIB), a resistente inflação na casa dos dois dígitos, a alta da taxa de desemprego e queda da renda do brasileiro.

Os pequenos negócios, como todo setor produtivo, também sentiram na pele as consequências do ciclo vicioso da economia. Em 2015, quase 2 milhões de empresas fecharam as portas, sendo que mais de 90% eram de pequeno porte. Este número pode ser ainda maior, levando em conta que boa parte dos empresários só abaixa as portas e não encerra oficialmente a atividade, por conta dos altos custos envolvidos.

A evolução da receita dos pequenos também é preocupante. Afinal são 15 meses seguidos de queda do faturamento. Em março deste ano, o recuo foi de 13,6%, na comparação com o mesmo mês de 2015. Isso significou menos R$ 8 bilhões girando na economia paulista. Além da redução do pessoal ocupado nestas empresas, reconhecidamente grandes geradoras de emprego e renda.

Ou seja, não há economia que se sustente dessa forma; sem confiança ninguém investe, ninguém emprega, ninguém consome. Mas o resgate da confiança não é tarefa simples e exige atitudes firmes. Por isso também vi com bons olhos o anúncio de outro compromisso do governo federal: reduzir tamanho do Estado e restaurar o equilíbrio das contas públicas com forte e eficiente ajuste dos gastos como faz a dona de casa, o empresário, o trabalhador. E sem aumento de impostos.

Restabelecida a questão da confiança e todos seus benefícios, é preciso lembrar que a criação de empregos é um bom caminho, mas não o único, para se ter uma economia saudável e sustentável a longo prazo. Estimular o empreendedorismo e os pequenos negócios é também um pilar estratégico fundamental na retomada.

Afinal, seja por não encontrar espaço no mercado de trabalho, seja por vislumbrar uma oportunidade de realizar o sonho de ter o próprio negócio, 300 mil brasileiros decidiram abrir uma empresa entre janeiro e abril de 2016. O desafio é mantê-los em atividade, combatendo o ambiente hostil dos excessos de burocracia e tributos e incentivando-os a crescer.

Já circulam em várias esferas do Congresso e do Executivo Federal propostas que ajudem o setor produtivo – empresários e trabalhadores – a contribuir para estar retomada. Entre os principais destacamos a desoneração dos pequenos negócios e combate à morte súbita, com a aprovação da PLC 125/2015, que vai garantir uma transição mais suave do Simples para os regimes do Lucro Real e do Lucro Presumido e pode beneficiar mais de 500 mil pequenos negócios e a regulamentação da atividade terceirizada, garantindo a segurança jurídica a 1 milhão de empresas que já prestam serviços e aos 15 milhões de empregados formais que ali trabalham, além de gerar 2 milhões de novos empregos.

Sei que os desafios e as adversidades são complexos e gigantes, mas também estou convicto da vontade do brasileiro de resgatar o Brasil gigante de oportunidades de superação e crescimento. 12.05.2016, o dia da virada.
 
Paulo Skaf
Presidente
Sebrae-SP

por: Paulo Skaff
19/05/2016

Paulo Skaff

Skaf, além dos negócios, se destacou por sua liderança e inovação como dirigente de entidades do setor, como o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), por dois mandatos, onde desenvolveu importante trabalho na indústria de moda..[4]

Em 27 de setembro de 2004 foi eleito, em primeiro mandato, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, do Ciesp, do Sesi-SP, do Senai-SP e do Instituto Roberto Simonsen (IRS). Em 2011, por ampla maioria, foi eleito para um segundo mandato de mais quatro anos.[9]

Na FIESP, sua gestão foi marcada por conquistas que buscam o crescimento sustentado do Brasil. O foco sempre foi lutar e obter as reformas estruturais capazes de oferecer à sociedade serviços públicos com qualidade, em especial nas áreas da educação, saúde e segurança. Assim, à frente da instituição, Skaf inovou com medidas como a implantação da educação em tempo integral e a articulação do ensino médio com o técnico. Atualmente, o Sesi-SP é a maior rede de ensino privado do país. Em 2013, foi contabilizado 1,2 milhão de matrículas no Senai-SP e 150 mil no ensino regular do Sesi-SP.

Paulo Skaf também atuou no sentido de desonerar impostos, desburocratizar processos, aumentar investimentos na infraestrutura e ampliar mercados externos. Criou a política da “diplomacia empresarial”, ajudando a formação de recursos humanos qualificados para operar no setor privado em temas internacionais e micro e pequenas empresas a atuar no comércio exterior, contribuindo de forma decisiva para o fortalecimento da inserção internacional do Brasil.[8]

Outro ponto marcante da trajetória de Paulo Skaf foi o combate à CPMF. Instituída como taxação provisória a partir de 1997, o imposto foi abolido somente em 2007, depois de acirrada disputa no Senado. 

Em São Paulo, Skaf trabalhou arduamente para que o tema fosse debatido nos órgãos especializados dos setores empresariais e nos meios de comunicação. Na madrugada do dia 13 de dezembro de 2007, Skaf pôde comemorar o fim da CPMF, decisão do Senado para que a lei que determinava o fim do imposto em 31 de dezembro de 2007 e que impedia sua recriação em 2008 fosse cumprida. Em nota oficial da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Skaf disse que, com a derrota do governo, "quem venceu foi o Brasil". 

Foi também durante sua gestão que a FIESP liderou a campanha para aprovação de duas conquistas de peso: a criação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e a desoneração de impostos sobre produtos derivados da farinha de trigo, o que acarretou a diminuição do preço de itens como pão e macarrão.

A desoneração de impostos sobre a cesta básica foi uma reivindicação feita pela Fiesp em 2008. Depois de quatro anos de luta, o governo Federal aprovou a MP que reduz o Pis e o Cofins e elimina o IPI, tornando os alimentos mais baratos.

Em 2009, uma das ações mais bem-sucedidas foi ter pressionado os bancos públicos a reduzirem, em até 30%, os spreads, facilitando o crédito e, assim, gerando emprego e produção. Outro destaque foi a liderança da FIESP na defesa do recebimento, pelos exportadores, dos créditos referentes ao ressarcimento legal do IPI previsto nas vendas ao Exterior.

Em 2011 foi lançada a campanha Energia a Preço Justo, com o objetivo de mobilizar a população na luta contra a renovação sem licitação das concessões das empresas de energia elétrica que já estavam vencidas. O resultado foi o desconto médio de 20% nas contas de todos os brasileiros, anunciado pelo governo federal em 2013. Essa conquista gerou economia de cerca de R$ 30 bilhões por ano.

No período de junho de 2011 a abril de 2012, a FIESP promoveu forte mobilização junto ao governo para que a MP pelo fim da Guerra dos Portos, Resolução 72, fosse aprovada pelo Senado Federal. Essa MP propunha o cancelamento de incentivos fiscais a produtos importados por meio de descontos do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), pondo fim à chamada Guerra dos Portos. A mobilização teve pleno êxito com a aprovação da Resolução 72, no mês de abril de 2012.

Outra conquista importante para a indústria foi a desoneração da folha de pagamento. Depois de dois anos de luta foi sancionada, em 2013, a lei que desonera a tributação de contribuição previdenciária patronal de determinados setores, calculada sobre a folha de salários, o que gera menos pressão nos custos de quem produz e mais emprego para quem trabalha.

Em 2013 a FIESP fez campanha pela aprovação da MP dos Portos, que prevê a modernização das instalações portuárias, estimulando a concorrência e movimentando cargas com menor preço.[8]

Também em 2013, a FIESP e o CIESP conseguiram barrar o aumento abusivo do IPTU, de em média 55% nas residências e 88% no comércio, na cidade de São Paulo, muito acima do reajuste dos trabalhadores no período, com uma liminar impetrada na justiça. Assim, a prefeitura de São Paulo só pôde corrigir o IPTU pela inflação do ano. [10]

luizop@sebraesp.com.br

Nossa Gente

Conheça os nossos colunistas. Toda semana são publicados novos artigos através do canal PAPO ABERTO. Você vai ler sobre dicas de saúde, tecnologia, empreendedorismo e muito mais. Tudo de forma clara e descontraida, do jeito que é a nossa gente.


João R. dos Santos

Jaguariunense empreendedor, detentor dos maiores prêmios da Área de Gestão Admnistrativa

artigos
desde: 31/08/2015


Paulo Skaff

Skaf, além dos negócios, se destacou por sua liderança e inovação como dirigente de entidades do setor, como o Sindicato das Indústrias. Atua hoje como presidente do SEBRAE-SP

artigos
desde: 27/03/2016


Patricia Coelho

A Consultora de Imagem e palestrante Master Coach, Patrícia Coelho autora do website voceeunica.com traz novos conceitos sobre consultoria de imagem, pois estilo é muito além das roupas, da forma de ser e de agir com o mundo. Cada ser é um ser. Não existe ninguém igual a você.

artigos
desde: 01/12/2015


Bruno Caetano

Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP

artigos
desde: 04/11/2015


®Copyright 2015

Jaguariúna Online.com

Todos os direitos reservados

Outros domínios: guiajaguariuna.com.br jaguariunavirtual.com.br blogdejaguariuna.com.br

Melhor visualizado em navegadores modernos. Resolução mínima de 1024